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sexta-feira, 24 de junho de 2011


Sabes o que me assusta?
 É a esperança, porque não é verdadeira.
Porque quanto mais impossiveis são as coisas, mais ela come e cresce.


domingo, 5 de junho de 2011

O estômago esta torcido. Torce-se sempre que apareces.
A noite, os olhos ardem, ardem tanto que o fogo tenta virar agua e soltar-se.
Os pulmões doem da respiração ser tão ofegante.
O coração esta partido, e cada vez mais se parte graças a velocidade a que bate.
Estou a ter uma falha múltipla de órgãos.
Não quero, dói tanto.
Sinto-me impotente.
Impotente e fraca, francamente, sinto-me desiludida comigo mesma.
Melhor : eu já não sei nada, ás vezes so quero agarrar no meu coração e abraça-lo.
Ele precisa disso, e eu também.

Ambos precisamos de ser ensinados a mostrar o nosso sentir.
Esqueci-me de como se faz isso á muito tempo.

Isto de sentir coisas é realmente complexo . Não te consigo dizer , mas estou admirada contigo . Custa me mais do que o teu cérebro possa desenhar , estar assim , tão calada , tão tudo e tão nada . Por vezes sinto que me agarras , me puxas e me pedes para não ir , não sei bem se não passa de uma imaginação que a minha alma criou . Não sei se quero saber . Por vezes , ponho em cima da mesa a possibilidade de nem sequer fazer falta ao teu coração . Retiro – a , não quero sequer duvidar da minha importância para ti , seria demasiado doloroso para tudo o que me constitui e me forma . Tenho medo .
Muito medo